quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Centum Ruínas Romanas de Cellas

Muito se tem falado sobre as origens e história destas Ruínas, donas das mais variadas lendas e teorias.
Situadas no Monte de Santo Antão, na freguesia do Colmeal da Torre.Hoje em dia o que resta destas Ruínas é a sua Torre, também conhecida como Torre de São Cornélio, situada numa zona fértil, próxima da confluência da Ribeira de Gaia com o Rio Zêzere.
Ao longo dos tempos várias atribuições foram dadas a estas ruínas, desde templo a prisão, ou mesmo albergaria, sabendo-se agora, após grandes estudos arqueológicos, que este terá sido um amplo conjunto estrutural, incluindo diversos compartimentos como salas, corredores, escadarias, caves e pátios, constituindo a Torre o espaço central. 











As ruas da vila histórica

As suas ruas conduzem ao alto de um monte onde se ergue o antigo castelo e torre de menage. Em frente ao castelo existe um conjunto formado por duas capelas, a do Calvário e a de Santo António. Nesta última encontra-se um brasão das famílias Queiroz, Gouveia e Cabral. A igreja de São Tiago é um templo românico do século XIII que foi sofrendo alterações. No século XIV é construída a Capela de Nossa Senhora da Piedade, formando um interessante conjunto gótico. Em finais do século XV é-lhe anexado o Panteão dos Cabrais, restaurado no século XVII, onde hoje estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral. No século XVIII, a sua fachada é remodelada e a torre sineira erigida.




Colónia Judaica

A vida de Belmonte ficou ligada desde o séc. XIII à presença duma forte colónia judaica, cujo número foi reforçado entre 1492 e 1496 devido à expulsão dos judeus pelos Reis Católicos de Espanha. Esta comunidade contribuiu decisivamente para o progresso desta vila, que dispõe de um museu do azeite e desde 2005 conta com o primeiro museu judaico português. O pelourinho de Belmonte está situado na Praça da República, praça essa delimitada por dois edifícios, um dos quais a antiga Casa da Câmara com uma pequena torre sineira quadrangular e uma janela manuelina.





Belmonte

Situada na chamada Cova da Beira, na margem esquerda do rio Zêzere encontra-se a terra onde nasceu Pedro Álvares Cabral. Esta vila ganhou particular notoriedade após a descoberta do Brasil. Segundo a tradição, o seu nome advém do lugar onde está edificada (monte belo ou belo monte). As primeiras referências à vila estão associadas à história do grande concelho da Covilhã, com foral de 1186, mas depressa obteve foral próprio de D. Sancho I, em 1199.